Gloriosa Sociedade


Bela é a fumaça que engolimos
Com uma pitada de descaso!
Deliciosas notícias diárias
De sensacionalismo sem nada à acrescentar.

Nada como uma boa fábrica funcionando perfeitamente,
Distribuindo diplomas aos seus mais novos formandos:
"Massa de Manobra"
Os que nunca precisarão pensar.

Doce liberdade.
Verdadeira Liberdade!
Da qual se está sempre em trânsito.

Bom samaritano aquele que entrega todo seu suor
Para o enriquecimento do próximo,
A fim de ganhar lembrancinhas ao final do mês,
Por toda a vida.

Respeitosa Justiça que detém o ladrão de arroz e feijão, e
Exalta quem dirige nossa nação,
Cujas necessidades básicas são supridas com qualidade,
De lixo.






By; Fernanda L. V.

Deixando ir...


Perdendo as notas da canção;
As batidas do coração.

Assistindo as estrelas caírem
Quebrando para depois desaparecer ao tocar o chão.

Tendo esperanças de que há outros caminhos
Menos espinhosos e venenosos.

Construindo masmorras internas
Para lá me guardar.

Eternizando cada segundo;
Que não sinto nada além de ventania.

Solidificando belas histórias em meus sonhos antes de dormir;
Todas elas armações de ilusões.

Me iludindo contra vontade;
Ébria em falsos muros de proteção.

Sorrindo
Sentindo a garganta esfaqueada.

Correndo
Na direção contrária da qual desejo.

Perdida.
By:Fernanda L. Venâncio

Distância


Não se vê o sorriso. Mas também não se vê sentimentos.
Não se ouve sua canção. Mas há longo trânsito até seus lábios.
Não há lágrimas. Mas todo rio um dia seca.

Não há toque. Mas o corpo nada sente perto das emoções.

Não há paz. Mas também não há você.




By: Fernanda L. Venâncio

Arritmia

Meus dedos escorrem para o peito,
Tem algo morrendo ali,
Alguma coisa pulsa frenéticamente;
Arritimada pelo desespero.

Quando me deito;
Quando acordo;
Quando perambulo;
Quando me sinto vazia;
Quando a alma pede um pouco mais de esperança;
Te vejo com os olhos da mente.

Os anos pisam em meu sonho,
Minha razão, foi suganda por um buraco negro,
De mãos dadas com a minha lucidez.


By: Fernanda L. Venâncio
Confesse O Seu Pior

Hoje eu te vejo nulo
Num leito vermelho escuro
Dormindo, vivenciando pesadelos
Tendo seu fim antes do tempo
Definhando seus pensamentos
Vejo a pena de si mesmo

Enquanto isso
Todos vivem o amanhã sem prioridades
Não encaram mais o temor,
Esquecem seu mais íntimo compositor
Mal escrevem seus verdadeiros nomes
Procuram não tropeçar nos pedaços
Das visões que lhe restaram

Dê um sinal de vida
Não se esconda nas minhas mais belas mentiras
Sussurre as suas histórias um tanto infinitas
Para eu não morrer sem lembrar-me de sua voz
Responda minhas preces
Confesse o seu pior