Guardando doces lembranças...


Carinho que acaricia minhas saudades
O seu rosto em minha memória,
Carinho que meus dedos queriam sussurrar em sua pele.
Num dia de chuva
Pingar suaves beijos de sua testa até seus lábios.

Carinho que goteja em pequena medida minhas lembranças
Carinho que esboça um doce adeus,
Doce e desgarrado adeus jamais dito.

Esta noite caem todas as minhas estrelas do céu

Uma a uma,
Calmamente, a longa história é carregada pelo carinho
Para o espaço mais longínquo e sonhador
Que minha memória pode guardar,
Delicadamente.

Nenhuma lágrima despeja,
Meu anjinho,
Nenhuma leva para longe meus sentimentos.
Elas estarão bem guardadas.

Querido.

Fernanda L. Venâncio

Certifique-se de que seus cintos estão seguros.


Montanha-Russa tem momentos;
Autos e baixos;
Acelerados e freados;
Inclinados para direita e para esquerda;
Alinhados e de ponta cabeça;
De gritos de pânico e suspiros de alívio;
Paradisíacos e mal-estar;
Vista para o céu e para o chão:
Um começo e um fim.

Respire fundo
E aproveite a viagem!
Fernanda L. Venâncio

Gloriosa Sociedade


Bela é a fumaça que engolimos
Com uma pitada de descaso!
Deliciosas notícias diárias
De sensacionalismo sem nada à acrescentar.

Nada como uma boa fábrica funcionando perfeitamente,
Distribuindo diplomas aos seus mais novos formandos:
"Massa de Manobra"
Os que nunca precisarão pensar.

Doce liberdade.
Verdadeira Liberdade!
Da qual se está sempre em trânsito.

Bom samaritano aquele que entrega todo seu suor
Para o enriquecimento do próximo,
A fim de ganhar lembrancinhas ao final do mês,
Por toda a vida.

Respeitosa Justiça que detém o ladrão de arroz e feijão, e
Exalta quem dirige nossa nação,
Cujas necessidades básicas são supridas com qualidade,
De lixo.






By; Fernanda L. V.

Deixando ir...


Perdendo as notas da canção;
As batidas do coração.

Assistindo as estrelas caírem
Quebrando para depois desaparecer ao tocar o chão.

Tendo esperanças de que há outros caminhos
Menos espinhosos e venenosos.

Construindo masmorras internas
Para lá me guardar.

Eternizando cada segundo;
Que não sinto nada além de ventania.

Solidificando belas histórias em meus sonhos antes de dormir;
Todas elas armações de ilusões.

Me iludindo contra vontade;
Ébria em falsos muros de proteção.

Sorrindo
Sentindo a garganta esfaqueada.

Correndo
Na direção contrária da qual desejo.

Perdida.
By:Fernanda L. Venâncio

Distância


Não se vê o sorriso. Mas também não se vê sentimentos.
Não se ouve sua canção. Mas há longo trânsito até seus lábios.
Não há lágrimas. Mas todo rio um dia seca.

Não há toque. Mas o corpo nada sente perto das emoções.

Não há paz. Mas também não há você.




By: Fernanda L. Venâncio